REDUÇÃO DE IMPOSTOS PARA ARQUITETOS E ENGENHEIROS: DE 15% PARA 4,5% É POSSÍVEL?
A estratégia do CNAE secundário que pode transformar sua carga tributária — e a saúde do seu negócio
Você emite nota fiscal, trabalha muito, entrega projetos incríveis… mas no final do mês, olha pro Simples Nacional e se pergunta: “Cadê o lucro?”
Se você é arquiteto ou engenheiro e já sentiu que está pagando mais imposto do que deveria, não está sozinho.
A grande maioria desses profissionais é tributada na faixa de 15,5% ou mais logo de cara.
E o motivo?
👉 Estão enquadrados no Anexo V do Simples Nacional, o mais pesado para prestadores de serviços técnicos.
Mas e se eu te dissesse que existe um jeito legítimo, estratégico e amparado na legislação para reduzir sua alíquota efetiva para 6% e até mesmo para 4,5% ?
Sim, é possível. E começa por dois fatores: Fator R e CNAE secundário.
ANTES DE TUDO: O QUE É O ANEXO V?
O Simples Nacional tem 5 anexos, cada um com faixas de alíquotas que variam conforme a atividade da empresa.
Profissionais como arquitetos, engenheiros e consultores costumam ser tributados pelo Anexo V, que começa com 15,5% de imposto sobre o faturamento de até $ 15.000,00 mensais.
Pior: essa alíquota sobe com facilidade se a empresa faturar mais.
E é aí que surge a dúvida:
“Dá pra mudar de anexo?”
Sim. E é aí que entra o Fator R.
O FATOR R: A PRIMEIRA CHAVE PARA PAGAR MENOS
O Fator R é uma regra que diz:
Se sua empresa gasta 28% ou mais da receita bruta com folha de pagamento, ela pode deixar de ser tributada pelo Anexo V e migrar para o Anexo III — com alíquota inicial a partir de 6%.
Mas e se você trabalha sozinho, não tem funcionários ?
Dá pra atingir o fator “r” através do pró-labore, o pró-labore é o valor da remuneração do sócio da empresa e serve também para contribuição para o INSS, para aposentadoria, pensões e demais benefícios, então você pode aumentar o valor do seu pró-labore estrategicamente para atingir o fator “r”
E os custos sobre o pró-labore ?
Os custos sobre o pró-labore são: INSS = 11% e IR de acordo com a tabela progressiva.
Mas mesmo com estes custos, vale a pena aumentar o pró-labore para atingir o fator “r” ?
Em geral sim, nós fazemos os comparativos tributários para os nossos clientes e eles decidem se querem ou não aumentar o pró-labore.
Mas e se você não conseguir atingir o fator ‘r” de 28% de folha?
👉 Ainda há outra saída estratégica: o CNAE secundário.
O CNAE SECUNDÁRIO: A SAÍDA INTELIGENTE QUE NEM TODO CONTADOR EXPLICA
Além do seu CNAE principal (por exemplo, “Serviços de Arquitetura”), você pode incluir atividades secundárias compatíveis com o seu serviço — como, por exemplo: Decoração de interiores
Essas atividades, por estarem classificadas de forma diferente pela Receita Federal, podem ser tributadas pela tabela do anexo 4, esta tabela inicia com alíquota de 4,5%.
O resultado?
➡️ Parte do seu faturamento pode cair em alíquotas menores.
➡️ E isso pode representar economia de milhares de reais por ano.
MAS ISSO É LEGAL?
Sim. 100% legal.
Mas precisa ser feito com responsabilidade.
É fundamental que:
✅ A descrição dos serviços na nota fiscal esteja alinhada com o que foi acordado com o seu cliente.
✅ O planejamento tributário seja feito por uma contabilidade especializada — como a KAED
Aqui, não se trata de “dar um jeitinho”, e sim de usar a lei a seu favor com inteligência e transparência.
EXEMPLO PRÁTICO:
Vamos supor que você fatura R$ 15.000 por mês com projetos de arquitetura.
💸 Sem Fator R e sem CNAE estratégico → Tributado pelo Anexo V → 15,5% = R$ 2.325,00 de impostos mensais.
- Atingindo o fator “r” = Anexo III = 6% = R$ 900,00
💡 Com CNAE secundário (decoração de interiores) e análise detalhada → Anexo IV = Alíquota efetiva de 4,5% = R$ 675,00 em impostos mensais.
Economia de R$ 17.100,00 à R$ 19.800,00 por ano.
Essa diferença é o que pode estar indo para o governo… quando poderia estar financiando seu próprio crescimento.
E SE EU TRABALHO COMO AUTÔNOMO OU SOU MEI?
ARQUITETO NÃO PODE SER MEI, já começa por aí…., se estiver usando uma empresa na categoria MEI, está irregular.
Se é autônomo, o imposto de renda para um faturamento mensal de R$ 15.000,00 será em torno de 27,5% que com algumas reduções poderá ficar em torno de 20% + o custo com o INSS que varia de 11% sobre o salário mínimo até 20% sobre R$ 9.000,00 (teto do INSS), ou seja os custos são muitíssimo maiores como autônomo ao invés de empresário.
A abertura de uma empresa com planejamento tributário personalizado pode ser muito mais vantajosa.
E é aí que a KAED entra.
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